Acho que a vida dessa vez tem razão. Alguém me venceu.
Dessa vez eu não quero, nem consigo eliminar do jogo o que me domina.
Sabe por que falo isso? Não sei.
Passei a confiar tanto naqueles olhos [quase dois traços]que não pondero palavras.
Eu quero todo pra mim, de um jeito bom, de uma maneira doce.
Em dias como hoje, não sei onde colocar tanta saudade.
Em dias como hoje, agradeço os meus afazeres que me distraem da morosidade das horas.
Nesses dias a gente só tem uma música, uma dúzia de beijos, e em mim, uma saudade inexplicável.
Vou entregar-me ao tempo... "tempo, tempo, mano velho."
Vez por outra travamos um duelo invisível baseado em ressentimentos passados. Escrever é um modo de estudar tais coisas, de ser um pouco mais perspicaz.
terça-feira, 27 de julho de 2010
terça-feira, 4 de maio de 2010
Outro elefante nas costas.
Uma coisa, já fazia algum tempo em que eu não havia parado pra pensar sobre isso, isso que falo é do meu relacionamento não afetivo com os vivos que estão ao meu redor(é porque existem mortos também). Pois é, existe um peso nas minas costas e acho que vou atribuí-lo as diversas adaptações que estou tendo que ter e de praticar o velho e habitual verbo “conviver”. E tudo isso porque ando percebendo que estou no meio de loucos e que cada um tem uma granada ou uma metralhadora nas mãos, de alguns dá pra escapar dos tiros, com outros tenho que convencê-los a não puxarem a cordinha, o que provoca um certo desgaste físico e cerebral.
O pior de tudo isso mesmo é que “tudo isso” cansa, além de irritar, de dar náuseas, cólicas, câimbras, cáries, pedra no rim, etc e tal. O razoável é a possibilidade de permanecer na rotina, isto é, se as suas tentativas de sobrevivências não forem frustradas por outro psicopata igual a você que resolva aparecer no caminho e tente convencer os loucos a puxarem a cordinha, ou até mesmo te distrair pra que um tiro das metralhadoras que te alvejam lhe acerte um tiro bem na supra-renal..ai não dá pra viver sem ela.
Contudo, são os repasses que me deixam permanecer em crise e não me ligar muito nessas observações provindas do ócio de minutos. No entanto, uma boa seria encontrar a maneira de “tirar”esse outro e mais um elefante das minhas costas, tirar é o verbo mais apropriado por que daí eu não iria responder por contravenção penal, por que pela obsessão de licitude em que tô vivendo, eu iria me apresentar perante autoridade policial, e faria também a minha denúncia.
De tal maneira em que não encontro a saída pra isso, vou levando a minha vida nesse desvio de tiros, de explosões, de conduta também, e num sábado qualquer, por mês, num domingo cinzento e chato e mais que insuportável depois do Faustão, eu resolva sair de casa e ir até a beira da linha do trem, tomar um vinho barato, doce e meio quente com o meu amigo que também vive esse dilema, e um contar pro outro que o aniversário de morte do David Gilmour tá chegando e que não podemos esquecer de acender a vela, aquela velha vela de vinte e cinco centavos que encontramos em qualquer bodega da esquina, e esquecer um pouquinho do nosso amigo tarantela nas nossas costas.
O pior de tudo isso mesmo é que “tudo isso” cansa, além de irritar, de dar náuseas, cólicas, câimbras, cáries, pedra no rim, etc e tal. O razoável é a possibilidade de permanecer na rotina, isto é, se as suas tentativas de sobrevivências não forem frustradas por outro psicopata igual a você que resolva aparecer no caminho e tente convencer os loucos a puxarem a cordinha, ou até mesmo te distrair pra que um tiro das metralhadoras que te alvejam lhe acerte um tiro bem na supra-renal..ai não dá pra viver sem ela.
Contudo, são os repasses que me deixam permanecer em crise e não me ligar muito nessas observações provindas do ócio de minutos. No entanto, uma boa seria encontrar a maneira de “tirar”esse outro e mais um elefante das minhas costas, tirar é o verbo mais apropriado por que daí eu não iria responder por contravenção penal, por que pela obsessão de licitude em que tô vivendo, eu iria me apresentar perante autoridade policial, e faria também a minha denúncia.
De tal maneira em que não encontro a saída pra isso, vou levando a minha vida nesse desvio de tiros, de explosões, de conduta também, e num sábado qualquer, por mês, num domingo cinzento e chato e mais que insuportável depois do Faustão, eu resolva sair de casa e ir até a beira da linha do trem, tomar um vinho barato, doce e meio quente com o meu amigo que também vive esse dilema, e um contar pro outro que o aniversário de morte do David Gilmour tá chegando e que não podemos esquecer de acender a vela, aquela velha vela de vinte e cinco centavos que encontramos em qualquer bodega da esquina, e esquecer um pouquinho do nosso amigo tarantela nas nossas costas.
quarta-feira, 13 de janeiro de 2010
2009,errata.
ontem quando eu não conseguia dormir eu pensei que eu fui muito rigorosa na minha avaliação de 2009. o ano foi sussi! primeiro que eu sobrevivi né. tem tanta gente que morreu.... outra é que com altos e baixos eu consegui dinheiro pra me sustentar (minha mãe paga meu ônibus as vezes e as calcinha e meia nova. não dou conta de pagar calcinha e meia meu, como pode ser tão caro?) e nem torrei tuuuudo a minha poupança. sobrou um bocado pra eu gastar loucamente sem responsabilidade esse ano (e daí juntar de novo, óbvio). ouuutra coisa é que eu consolidei amizades com as amigas das amigas (ou seja, tenho amigas novas) e ainda consegui "reativar" (1 real pra quem lembrar do verbo que se encaixa melhor aqui) amizades que estavam paradas. a vida prega essas peças né? as vezes a gente se afasta de pessoas que deviam ficar no nosso lado e não só no nosso coração pra sempre (cinismo também é carinho). daí outra coisa massa é que eu consegui largar mão de querer ser amiga de quem não presta. vou nem explicar... eu tava precisando parar de insistir em certas pessoas. sinto que matei o elefante das minhas costas.
talvez eu seja só louca nesse aspecto de amizade, mas eu sempre acho que uma parte das pessoas que eu convivo me odeia. quero deixar claro que eu sei bem certo quem me odeia. quem me odeia eu cortei contato, sobrou ninguém pra 2010. outras pessoas que me odiavam antes de 2008 eu dou uma chance agora. o gelo dura só 2 anos, olha só? não fiz catequese mas sei perdoar!
talvez eu seja só louca nesse aspecto de amizade, mas eu sempre acho que uma parte das pessoas que eu convivo me odeia. quero deixar claro que eu sei bem certo quem me odeia. quem me odeia eu cortei contato, sobrou ninguém pra 2010. outras pessoas que me odiavam antes de 2008 eu dou uma chance agora. o gelo dura só 2 anos, olha só? não fiz catequese mas sei perdoar!
domingo, 11 de outubro de 2009
Desfile de conjuntura,dã!
Tentei iniciar esse texto uma três vezes e apagava tudo.Mas bem,não tô querendo relatar uma perfeição que concluí ao meu respeito, mas sim quanto a outras pessoas.E não trata se de perfeição,mas sim dos paradoxos que elas criam ao dar opiniões, essas que são diversas [ta aí o paradoxo]só pra se encaixar na forminha social.Não é muito visível o motivo pelo qual se tenta agradar tanto a terceiros, é incrível mesmo.O pior é que vaidade é simples, querer provocar atenção,admiração, são coisas saudáveis, mas ter intuito de provocar até inveja nas pessoas, pera aí, isso é paranóia.É o seguinte, errar é uma coisa normal e corriqueira, ninguém gosta de errar,isso é fato.No entanto, leve isso com naturalidade, o erro é normal, contanto que você não se apegue a ele.Mas o problema tá no orgulho de não admitir o tão trivial errinho.E falando nisso, eu não deveria estar escrevendo sobre esse assunto tão prejudicial ao ego, mas é o seguinte, não tenha compromisso com o erro, já disse um dia o meu chefe, sempre que dé, volte atrás e mude de opinião, deixe o mundo morrer de cólicas com a sua volatilidade tão sutil e ocasional!
E tudo completar..
Pareceu cálculo do destino.Foi preciso que eu acordasse 3 horas mais cedo do que de costume, enjoasse do café[pois é],saísse de casa naquele momento exato de esbarrar na pessoa que usava o seu perfume.
A vida resolve tirar onda da cara das pessoas, as vezes.Daí desencadeou o dia nostalgia;Pra chegar até a parada do ônibus, foi chão.Eu andava assemelhando tudo à todo tempo.A arquitetura das casas daquelas ruas pareciam transformar se pra que eu passasse,resolveu chover[pois é],resolveu parar, também.As poças d’águas se formaram e é incrível como o tamanho delas e a quantidade de folhas secas dentro delas eram as mesmas, igual naqueles tempos.É, o melhor é resolver sorrir e agradecer a lembrança, a final, hoje é dia de decepção a noite;hoje a noite vou saber que o favor que pedi não pôde ser feito, aliás, não quis ser feito.[sorri]A manhã de hoje me fez lembrar da escolinha, dos livros de química e biologia, dos feriados perfeitos para estudar.Foi desse jeito,retrato de um diário super presente, mas nunca havia sentido nostalgia tão mística e mista,logo no dia que reservei pra acordar só, absolutamente só.
A vida resolve tirar onda da cara das pessoas, as vezes.Daí desencadeou o dia nostalgia;Pra chegar até a parada do ônibus, foi chão.Eu andava assemelhando tudo à todo tempo.A arquitetura das casas daquelas ruas pareciam transformar se pra que eu passasse,resolveu chover[pois é],resolveu parar, também.As poças d’águas se formaram e é incrível como o tamanho delas e a quantidade de folhas secas dentro delas eram as mesmas, igual naqueles tempos.É, o melhor é resolver sorrir e agradecer a lembrança, a final, hoje é dia de decepção a noite;hoje a noite vou saber que o favor que pedi não pôde ser feito, aliás, não quis ser feito.[sorri]A manhã de hoje me fez lembrar da escolinha, dos livros de química e biologia, dos feriados perfeitos para estudar.Foi desse jeito,retrato de um diário super presente, mas nunca havia sentido nostalgia tão mística e mista,logo no dia que reservei pra acordar só, absolutamente só.
domingo, 4 de outubro de 2009
Passando,pensando.
É só entrar no carro e esperar as imagens se moverem, a música mal começa e você já aparece;me remota as lembranças tão poucas.Mal consigo imaginar como seria agora com as diferenças que eu poderia ter feito.Caso eu tivesse mudado , estaria sendo totalmente alheia à mim, não estaria sendo de verdade, ser.Deu nisso, eu só me importo com o que você não é pra mim, com o que não sou pra você.Gostaria tanto de ser mais, ao menos ser, mas não é, não é?Sei lá.É no carro, é na estrada que as dores aparecem, as borboletas da minha barriga se movem quando você aparece, mocinho, você é tão bom quanto coca cola pra úlcera;você me dá prazer, você me faz mal. Eu viajo até lá com uma vontade imensa de papelizar esses pensamentos digamos que não meticulosos, mas resultados de sonhar demais.Ainda sou a mesma máquina que sonha em excesso, por gostar disso.Que seja, mas eu penso nos seus olhos por toda a estrada, toda ela.
Sair pra andar na rua e encontrar com os métodos de sabotagem de infância.
Sair pra andar na rua e encontrar com os métodos de sabotagem de infância.
Eu parei lá na loja de couros e pensei , pensei, pensei; resolvi agradar, dessa vez, aos meus pés, pois é foi assim.Dessa vez, dá pra falar de conseqüência, foi que isso completou o que tento transparecer,o meu chinelo de dez reais levantou enquetes:a menina franciscana, a econômica ou a nem ai?Bom, o pior foi voltar pra casa, entrar no meu quarto as onze, acabar de estudar ás duas e não conseguir dormir, voltar as velhas táticas de procurar estereogramas na internet pra deixar os olhos ardidos e desistir de ficarem abertos.Não dá, pensar que o que mais me torna elétrica é o muito pra fazer.hoje eu queria no mínimo cinco pessoas nessas quatro paredes, para falarmos de arte moderna ou economia nacional,quem sabe falar de amor,auto-sabotagens que eu não sei se ainda tem hífen,falar do inferno ,das dores e dos circos;queria mais alguém aqui comigo , só pra eu poder dizer, que por todo o caminho até aqui, só lembro daqueles dias que chovia pela manhã.
Sair pra andar na rua e encontrar com os métodos de sabotagem de infância.
Eu parei lá na loja de couros e pensei , pensei, pensei; resolvi agradar, dessa vez, aos meus pés, pois é foi assim.Dessa vez, dá pra falar de conseqüência, foi que isso completou o que tento transparecer,o meu chinelo de dez reais levantou enquetes:a menina franciscana, a econômica ou a nem ai?Bom, o pior foi voltar pra casa, entrar no meu quarto as onze, acabar de estudar ás duas e não conseguir dormir, voltar as velhas táticas de procurar estereogramas na internet pra deixar os olhos ardidos e desistir de ficarem abertos.Não dá, pensar que o que mais me torna elétrica é o muito pra fazer.hoje eu queria no mínimo cinco pessoas nessas quatro paredes, para falarmos de arte moderna ou economia nacional,quem sabe falar de amor,auto-sabotagens que eu não sei se ainda tem hífen,falar do inferno ,das dores e dos circos;queria mais alguém aqui comigo , só pra eu poder dizer, que por todo o caminho até aqui, só lembro daqueles dias que chovia pela manhã.
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