sábado, 1 de agosto de 2009

Falar sobre o crêr.

Cadê o meu copo?
Ishiiiiiiiiii...
Vai!Anota?!
Escrever, daqui a pouco a gente pensa.
Eu escrevo qualquer coisa, vai lendo!
Um dóllar eu pego com um pé!
Ave!Que loucura aqui!
Falar sobre nada é complicado.
Esperar que venha à cabeça algo alheio
É uma dura espera.
Esperar...pode ser esse o dilema do trauma

A mesma e velha incompetência do ser humano
Diagnosticar quando tudo está perdido
E o velho pó, eu vou cheirar
O celular está aberto, e as coisas incompactas

Isso não chegou ao fim
Nunca chega, isso não é o fim!
Não era pra ter acabado.
Um gelo, um álcool, muitas palavras
Não derramar pra que algumas coisas não se percam
Continuar pra não parar
Pensa que é só assim?Não é!

Com isso.

Posso até lembrar com quantos passos eu subi aquelas escadas;
Existia um nó no peito e uma tentativa de não lembrar.
Meu amor como você era grande e inteiro pra mim;
Como eu tentava encontrar uma maneira de ser você.
Eu desejei intensamente não ter cometido tantos erros,
Mas veja você, tudo era entregue da maneira mais doce;
Tudo feito pra você, o seu tal prazer.
Até então tudo se resume nas lágrimas que ficaram no chão
Das escadas, eu não as trocaria por ouro, nem pelas mesmas.
É bom sentir a dor do amadurecimento, chorar com os suspiros que saem da alma, do fundo da dor; acordar sabendo que não se pode fazer nada.
Mas meu amor, se não sou tudo o que queria, você poderia ver o quanto eu tentei.
A maneira de sofrer poderia por vezes ter sido mais lúcida, a maneira de causar a dor.
É tudo isso o que se passa, é só isso o que se passa.
A única coisa que queria que você visse é o quanto não sou mais tão
Sábia, o quanto eu não sei mais viver.

terça-feira, 28 de julho de 2009

As sombras.

Só existia a certeza da presença das estrelas, e de algumas.
Tão sombrios aqueles becos,escuros e com portões que te levavam à musicas alucinantes.
Havia o medo do perdão, o medo de ir pro inferno.
A consciência da liberdade de estar ali só, sem pai e mãe;
Só com a liberdade de se poder ir e só voltar se quiser e se puder! To sentindo a vontade de sentar na fila do meio da calçada mais larga do mundo;respirar aquele ar prostituído e poluir a minha santidade.Saudades de entrar na música abraçar o André e perder a fixa da sinuca como sempre era acaso.Eu ia correr na ponta da praia achando que estava parada e que o moinho era quem vinha, ao meu encontro.Eram duas realidades, natureza e natural.De um lado tinha jangada,do outro, concretos e granitos.Na realidade eu só esperava o moinho;ainda espero.

segunda-feira, 27 de julho de 2009

Comum.

Com um copo você faz as maiores atrocidade que se supõe.
Ontem eu saí com medo da vontade, dela aparecer e me remoer;
Mas fui e cortei as pontes.
Miseras maneiras que me vêm nessa mente fértil.
Não dá pra ser assim, esse artifício de gotas e multidões.
Não é o pão,nem a luz nem o vermelho,são coisas que não se explicam mesmo.
Mas você me faz tanto mal quanto o meu terceiro amigo imaginário quando criança.
Por causa dele eu quase estragava tudo.Por você eu estraguei.
Nesse momento me veio uma pontada nas costas e uma picada do dedão do pé.
Vou é dormir e ver se sonho com o bebe de Ismaela que vai nascer...
o capitulo de ontem foi lindo, ela completava um ano!

Não é saber.

Veja aqui meu bem, nenhum dos tempos se passaram e nem vão passar;
Você pode achar diferente o meu modo de dizer que amo;
Você pode achar estranho o meu grude em você, mas ninguém me ensinou a amar.
Seria diferente se você me abraçasse, isso mudava alguma coisa em mim.
Mas meu amor, não seria bom à gente se separar?Beijar outras bocas, cortar outras unhas...
Isso parece ser rápido. Isso é rápido!
O tempo é mais imaginário do que o primeiro livro que te dei.
Mas meu bem, não estranhei o meu jeito de te amar porque eu só sei fazer isso;
E se o destino brincar com nossas caras e você chorar por mim:
Não chore por que isso só te deixaria fraco e nunca me faria esquecer o que você tem de ruim. Mas todo mundo tem, mas nem por isso eu amo todo mundo.
Por isso minta e me ligue dizendo que quer fechar as cortinas essa noite.
Ligue-me e faça com três notas o meu coração desmaiar;
Mas não diga nunca nem sempre, meu amor, nada dura tanto!
Nem ódio nem paixão, nada passam de anos, nem dor nem emoção.
Não pergunte quem ama mais você, quem sabe um dia eu te ame como ela te amou.
Quem sabe amanhã eu não acorde com vontade de ver você;ninguém sabe e isso não deixa de ser uma merda!
Eu não quero morrer usando você.Quando for um dia de nada a gente pode sair e comemorar a nossa mazela.
Mas não esqueça que por tempos eu tento te amar da maneira que posso; o problema é fazer com que isso me deixe ao menos em pedaços, não virar pó.

quinta-feira, 23 de julho de 2009

Então o quê será?

De tudo o que já passou por dentro, nada se remete a isso.
São marteladas e mordidas ferozes;
Só me pedem pra ir tão longe,pra esquecer da dor.
A poeira se espalha por tudo, a noite me remete o alívio de mais horas gastas;
De mais tempo passado e possuído.
Não sei falar de mim, só sei do abismo enxergado pelas minhas diretrizes.
Um futuro que eu nem havia pensado,tudo era grudado à você.
Você que nem mesmo me sente nem percebe de mim.
o meu paraíso fica por ali, o mais vazio de si, de alma e cor.
Quando tudo pega fogo, a fumaça impede a beleza do horizonte na estrada.
Tudo queimou, e eu sempre acostumada a sempre ter razão.
Ninguém vê mais as circunstância das palavras aborrecidas
que se esbarram na minha dedicação.
Eu não entendo de boba, não compreendo de tão sonhadora piegas que sou.
Agora que voltei da rua, do show,do vício,da esperança trêmula;
Medeparo com o que é só meu,isso:palavra e a palavra.

quarta-feira, 22 de julho de 2009

Falar..

As palavras saem com uma intensidade incalculável.
A gente diz tanta coisa, premeditações.
Não tem ensaio nem importância, só querem descontar a mágoa, a dor.E fala tanto!
É como o tempo que passa quando se espera o ônibus.
Passou e foi tão desejado.
Mas o tempo que perdemos com mentiras sentimentais.
Sentir e negar, negar e sentir, sentir tanto.
Alimentar o ego com a ilusão de dispensar.
Quando a gente beija a gente não pensa,nem fala.
Tormenta é ficar por baixo quando já se está;
é saber que você tem as cartas pra dar nesse jogo infértil.
Penso como num divã, minha vida, a sua, as vidas.
Tantos mundos e todos eles são assim?
Homens que não sentem as dores dos homens.
A conclusão findeira é que de quem é a culpa?
A culpa de não amar.
Piedade Deus, piedade dos que não amam..eles devem r pro inferno pelos sofrimentos oferecidos.
Toque uma música pra menina que chora.
Mande uma carta pro menino que grita.
Pobres que só amam.Mas arranca de mim esse coração flagelo.
Manda-me uma dose de insensibilidade por que eu não quero mais essas palavras que mentem.
Palavras que não falam que não fazem o meu jantar nem me abraçam no frio.
Manda-me um litro de amargura pra que eu abuse isso de vez, para que crie tolerância.
É nessas preces que Deus tapa as ouça.
Olhe pra onde não dói e vai ver que até lá é sangue.
Segure a minha mãe e veja o quanto é fria, é sem calor.
Arranca a verdade das mentiras que eu falei por que foram tantas
e eu gosto tanto, é tão diferente do que eu falei.
E amo, verdadeiramente e de corpo e alma eu só amo, amo.